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Base de torcedoras cresce antes da Copa do Mundo Feminina de 2027

A Copa do Mundo é um dos principais momentos do calendário esportivo. Na edição feminina, que será realizada pela primeira…

A Copa do Mundo é um dos principais momentos do calendário esportivo. Na edição feminina, que será realizada pela primeira vez no Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027, a expectativa é de uma audiência maior nos estádios com uma forte presença de torcedoras. Segundo um levantamento feito pela FutebolCard, plataforma de gestão de ingressos e programas de sócio-torcedor, a base de consumidoras de futebol cresceu nos últimos anos. A empresa reúne 582.145 mulheres com histórico de compra de ingressos. Desse total, 55% entraram na base a partir de 2025. Ano passado a FutebolCard registrou 231.308 novos cadastros femininos, alta de 181% em relação a 2024. Até julho deste ano, foram mais 89.361 novos cadastros. A empresa consolidou dados dos últimos cinco anos de compras realizadas por mulheres em partidas nas quais administra a venda de ingressos. Ao todo, foram 2,69 milhões de ingressos vendidos para esse público, que movimentou R$ 119 milhões em consumo. “A base feminina cresceu rapidamente, mas também apresenta sinais de recorrência e fidelização. A mulher não está apenas experimentando o estádio; ela está incorporando o estádio à sua rotina de consumo de futebol”, disse o presidente e sócio-fundador da FutebolCard, Robson Oliveira, para o Valor. A expectativa é que esse público aumente em 2027. As buscas pelo torneio no Google também dobraram em julho em relação a junho, de acordo com a plataforma de dados Google Trends. Já a pesquisa “Interesse do Brasileiro pelo Futebol Feminino”, realizada em julho pela GloboAds, mostra que 62% dos brasileiros têm interesse pelo futebol feminino e 60% pretendem acompanhar a Copa. Entre os interessados no torneio, 51% são homens e 49% são mulheres. Para as marcas, o cenário combina o aumento do interesse pela modalidade com uma base de consumidoras que já tem histórico de compra e recorrência no futebol. “Nós já conseguimos identificar centenas de milhares de mulheres que têm histórico comprovado de consumo de futebol, e três em cada quatro estão em estados que receberão jogos da Copa. O tamanho dessa oportunidade é concreto, mas a conversão efetiva dependerá de fatores como preço, oferta, calendário, localização dos jogos e estratégia de comunicação”, afirma Oliveira. Segundo a plataforma, 75,9% das torcedoras analisadas vivem nos Estados das oito cidades-sede do Mundial. Rio de Janeiro tem 267.667 cadastros, enquanto São Paulo 62.118. “A oportunidade não está em simplesmente ‘falar com mulheres que gostam de futebol’. Esse público já existe, já compra, já recompra e já está dentro do estádio. A marca pode entrar em uma jornada que combina futebol + entretenimento + experiência + relacionamento”, afirma o executivo. Segundo o levantamento, metade das mulheres cadastradas na plataforma faz uma segunda compra, o equivalente a 293 mil torcedoras. Um terço chega à terceira compra e 50 mil já chegaram à décima compra. O perfil das consumidoras também mostra uma audiência relativamente jovem. A idade mediana é de 31 anos e 58% da base tem entre 18 e 34 anos. O gasto médio, por outro lado, cresce com a idade: mulheres de 45 a 54 anos gastam, em média, mais que o dobro das adolescentes. Entre as consumidoras com maior poder aquisitivo, a FutebolCard identificou 26,5 mil “torcedoras VIP”, que respondem por 28% da receita da base feminina. O gasto médio desse grupo é de R$ 1.258. Essas mulheres fazem, em média, 10,6 compras por ano e 57,5% já compraram ingressos para jogos de dois ou mais clubes. Além disso, 25,5% são sócias-torcedoras. Para Oliveira, os dados mostram que a mudança no comportamento das mulheres em relação ao futebol já está acontecendo antes da Copa. “A mulher não está apenas experimentando o estádio; ela está incorporando o estádio à sua rotina de consumo de futebol”, afirma. A Copa do Mundo movimenta categorias como ingressos, alimentação, bebidas, viagens e entretenimento. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pela Embratur, estima que o evento em 2027 movimentará R$ 8,8 bilhões no Brasil. O levantamento projeta ainda um acréscimo de R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a 0,03% da economia brasileira, com base nos dados de 2025.

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Base de torcedoras cresce antes da Copa do Mundo Feminina…”?
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Júlia Ferreira

Júlia Ferreira

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