PODER · CONGRESSO

'Defender mulher é pauta de direita', diz Flávio Bolsonaro ao anunciar propostas para mulheres

Flávio Bolsonaro com Daniella Marques em live nesta quinta-feira (16) Reprodução O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)…

Flávio Bolsonaro com Daniella Marques em live nesta quinta-feira (16) Reprodução O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a defesa das mulheres é uma pauta da direita porque, segundo ele, “quem gosta de criminoso é a esquerda”. A declaração foi feita durante uma live realizada nesta quinta-feira (16), em que lançou o plano “Brasil por Elas”, conjunto de propostas voltadas ao público feminino. Flávio participou da transmissão ao lado de Daniella Marques (Republicanos), colaboradora de sua pré-campanha, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. O senador defendeu a ampliação do acesso à internet para mulheres com o intuito de possibilitar o uso da ‘MarIA’, plataforma de IA descrita como “amiga virtual” do público feminino. Ele não especificou por onde a ferramenta seria lançada e tampouco informou qual pasta seria responsável pelo seu desenvolvimento. Flávio também citou uma plataforma chamada ‘Central da Mulher’ voltada a “todas as fases de acolhimento da mulher” de forma física e virtual, e com possibilidade de resgate de auxílio para aluguel e creche. O pré-candidato não informou qual seria o valor a ser resgatado, nem qual órgão seria responsável por esse atendimento. O g1 entrou em contato com a sua assessoria para obter mais detalhes sobre o plano, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Entre as propostas apresentadas por Flávio estão: Maior acesso à internet: segundo o senador, sua pré-campanha planeja firmar uma parceria com operadoras de telefonia para “dar uma plataforma maior” a 70 milhões de mulheres. Além disso, citou a possibilidade de fornecer aparelhos tecnológicos a pessoas que “não têm condição” de adquiri-los. ‘Central da Mulher’: plataforma física e digital para “oferecer às mulheres proteção inicial, acolhimento, qualificação e autonomia”. Os políticos afirmaram que a ferramenta incluiria um canal para denúncias de violência sem que o agressor soubesse. Também citaram a oferta de vouchers, ou de uma quantia em dinheiro, para uso em creches ou auxílio-aluguel. Não especificaram os valores. ‘MarIA’: assistente de inteligência artificial para mulheres, descrita como uma “amiga virtual” para auxiliar em situações cotidianas e extremas. Flávio exibiu um vídeo, também produzido por IA, para exemplificar a proposta. As imagens mostravam mulheres pedindo ajuda em situações de violência doméstica, agendando exames de saúde e procurando creches para os filhos. ‘Saúde para Elas’: projeto para unificar o prontuário da população nas redes pública e privada de saúde. Caixa Econômica Federal: ao falar sobre autonomia financeira, Flávio afirmou que o banco seria o “Itaú da favela” e teria foco na agenda de empreendedorismo. Disse também que a instituição estaria presente em todos os lugares e permitiria a renegociação de dívidas. Agora no g1 Eleitorado feminino Flávio tem feito um esforço para melhorar sua relação com o eleitorado feminino desde que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou vídeos em suas redes sociais em que diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio. Nos vídeos, publicados na noite de 24 de junho, Michelle expôs uma briga com Flávio e diz que eles não se falam desde o fim de 2025. A discussão dos dois envolve a disputa pelo palanque do PL no Ceará, em que o partido tentou se aliar com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) — apoio criticado por Michelle. “Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama. “Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, continuou. Na época, Flávio citou o casamento de 16 anos e o fato de ser pai de duas filhas maravilhosas para afirmar que “nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida. Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”. O senador afirmou que a família Bolsonaro “está passando por um momento difícil” e que entende a angústia de Michelle ao ver Jair “todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça”. Flávio afirmou que agendou uma reunião com lideranças femininas para o dia 1º de julho, em Brasília, e que havia convidado Michelle — que não esteve presente. Em entrevista na quarta-feira (15), Flávio disse que não assistiu o vídeo e que “não tem mais” relação com a madrasta. Ele está proibido de visitar Jair Bolsonaro em prisão domiciliar por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Quem é Daniella Marques? Nova presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques Consentino, durante coletiva em Brasília, nesta terça-feira (5) Eraldo Peres/AP Próxima de Paulo Guedes, a ex-presidente da Caixa tem experiência na área de gestão independente de fundos de investimentos. Foi sócia do ex-ministro na Bozano Investimentos, onde atuou como Diretora de Compliance e Operações e Financeiras (COO e CFO). Ela tem formação de administradora de Empresas pela PUC-RJ com MBA em Finanças pelo Ibmec. Também foi diretora-executiva da Oren Investimentos; e, na Mercatto Investimentos, diretora de Risco e Compliance, Sócia e Gestora de Renda Variável. Na gestão Bolsonaro, Daniella Marques também atuou na Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Ela entrou no governo do político do PL, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes, em janeiro de 2019.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “'Defender mulher é pauta de direita', diz Flávio Bolsonaro ao…”?
Flávio Bolsonaro com Daniella Marques em live nesta quinta-feira (16) Reprodução O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a defesa das mulheres é uma pauta da direita porque, segundo ele, "quem gosta…
Por que Congresso importa agora?
O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Congresso. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
Quem edita o conteúdo do Estrato Política?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Política, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://politica.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://politica.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://politica.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato Política?
Metodologia, ética e transparência estão em https://politica.estrato.cc/metodologia/, https://politica.estrato.cc/etica-editorial/ e https://politica.estrato.cc/politica-editorial/.
Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://politica.estrato.cc/
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Camila Rocha

Camila Rocha

Camila Rocha integra a equipe editorial do Estrato Política, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Justiça e poder. O escopo permanente de cobertura inclui STF e instituições, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário