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É hora de comprar ouro? Confira a avaliação de dois bancões gringos

O ouro passou alguns meses longe dos holofotes dos investidores, com opções mais atrativas no radar, como os rendimentos dos…

O ouro passou alguns meses longe dos holofotes dos investidores, com opções mais atrativas no radar, como os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o dólar no radar. No entanto, na última semana, o metal dourado acumulou alta de 5,5%.

Com as incertezas no macro no radar, bancos como o Goldman Sachs e o UBS avaliam que o ouro voltou a ser visto como uma opção de investimento atrativo.

Segundo o UBS, os preços do ouro ampliaram sua alta mensal para 13%, à medida que mais investidores buscam alternativas tanto ao risco de duration quanto à exposição ao dólar.

“Historicamente, preocupações relacionadas à sustentabilidade da dívida e à desvalorização das moedas tendem a favorecer os metais preciosos”, explica o UBS.

Embora os preços mais elevados do petróleo possam manter as expectativas de juros elevadas no curto prazo, o banco suíço considera que o aumento do endividamento e a incerteza sobre como os governos irão financiá-lo devem favorecer o ouro.

O UBS prevê que a cotação do metal dourado atinja os US$ 5.400 por onça-troy nos próximos 12 meses.

Volatilidade à vista

O Goldman, por outro lado, lembra que a demanda por opções de compra de ouro ganhou força em meio à retomada da demanda por proteção contra riscos relacionados às políticas macroeconômicas globais, criando um amplificador mecânico dos movimentos de preço tanto de alta quanto de baixa.

“À medida que os preços do ouro se aproximam de níveis importantes de strike (preço de exercício), os dealers que venderam essas opções de compra podem ser obrigados a comprar ouro para proteger sua exposição, acelerando a alta”, diz. “Por outro lado, qualquer recuo no preço do ouro pode levar os dealers a desfazer essas posições de hedge, adicionando pressão vendedora e amplificando a queda dos preços.”

Contudo, o banco menciona que a convicção do mercado em relação a novas altas nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) perdeu força, o que é um fator positivo para a retomada de força do ouro.

O Goldman trabalha com o cenário de manutenção de juros nos EUA até o final de 2026 no intervalo entre 3,50% e 3,75%.

“Por isso, continuamos vendo um risco significativo de alta em relação à nossa projeção de US$ 4.900 por onça para o ouro no final de 2026, mas também uma volatilidade maior nos dois sentidos durante essa alta”, afirma o banco.

Segundo o Goldman, a precificação pressupõe a continuidade da forte demanda dos bancos centrais e uma recuperação da demanda de investidores privados por ETFs, à medida que o Fed mantenha os juros inalterados em 2026.

Ou seja, a estimativa do banco não incorpora a elevada demanda por proteção contra riscos de políticas macroeconômicas globais por meio de opções de compra de ouro.

Ainda assim, o Goldman considera que a estimativa pode ter viés de alta, caso os fluxos de entrada de investidores em ETFs apresentem recuperação conforme o esperado e o atual nível elevado de posições em opções de compra persistir.

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Perguntas frequentes

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Camila Rocha

Camila Rocha

Camila Rocha integra a equipe editorial do Estrato Política, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Justiça e poder. O escopo permanente de cobertura inclui STF e instituições, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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