CRIPTOMOEDAS

Ray Dalio alerta para crise da dívida dos EUA e recomenda ouro e Bitcoin como proteção

Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, publicou um artigo em suas redes sociais na última sexta-feira (21) alertando sobre a…

Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, publicou um artigo em suas redes sociais na última sexta-feira (21) alertando sobre a crise da dívida dos EUA. Como recomendação para seus seguidores, o bilionário cita ouro e Bitcoin como uma proteção.

Essa não é a primeira vez que o lendário investidor recomenda a criptomoeda. No ano passado, o bilionário citou que 15% em ouro ou Bitcoin seria bom para um portfólio.

Ray Dalio se mostra preocupado com o crescimento da dívida americana

Em seu livro ‘Como os países quebram: O Grande Ciclo’, publicado em 2025, Ray Dalio explica que países passam repetidamente por um ciclo de várias décadas em que a dívida, renda, juros, crédito e emissão de dinheiro evoluem de maneira relativamente previsível.

Na sua visão, os EUA estariam entrando na última etapa deste ciclo já nos próximos anos caso a situação não melhore.

Colocando números sobre a mesa, Dalio aponta que a receita americana será de US$ 5,5 trilhões neste ano, mas que as despesas chegarão a US$ 7,5 trilhões. Ou seja, um déficit orçamentário de US$ 2 trilhões.

“Assim, neste ano, os gastos da sua organização serão cerca de 40% maiores do que sua receita. E há pouca capacidade de cortar despesas, porque quase todos os gastos já estão comprometidos ou são essenciais.”

Seguindo, Dalio explica que o governo precisa pagar tanto os juros quanto a própria dívida, a não ser que ela seja comprada novamente.

“Portanto, os pagamentos do serviço da dívida, ou seja, o pagamento do principal e dos juros necessário para não entrar em inadimplência, somam cerca de US$ 11 trilhões, o equivalente a aproximadamente 200% do dinheiro que entra.”

Citando projeções independentes de terceiros, o bilionário aponta que a dívida chegará a US$ 55–60 trilhões daqui a 10 anos, cerca de sete vezes o valor que entra para o governo.

Atualmente, a dívida total está em US$ 40 trilhões, ou então em US$ 32 trilhões, excluindo participações intragovernamentais.

Finalizando, Dalio faz uma espécie de resumo de seu livro, respondendo a uma série de perguntas para o leitor entender por que essas crises acontecem, se repetem, quão preocupados os investidores devem ficar e o que poderia desencadear uma crise na dívida americana hoje.

Dalio cita ouro e Bitcoin como proteção

Embora já tenha recomendado 15% de exposição ao ouro ou Bitcoin, Ray Dalio revelou no final de 2025 que possui somente 1% da criptomoeda em seu portfólio. Na data, explicou que mantém questões em aberto sobre o Bitcoin e, por isso, não aumenta a sua posição.

Independentemente disso, o bilionário voltou a citar o Bitcoin, ao lado do ouro, como uma proteção contra a crise da dívida americana.

“Como orientação geral, sugiro diversificar bem entre classes de ativos e países que tenham demonstrações de resultados e balanços patrimoniais sólidos e que não estejam enfrentando grandes conflitos políticos internos ou geopolíticos externos, reduzir a exposição a ativos de dívida, como títulos, e aumentar a exposição ao ouro e, em menor medida, ao Bitcoin. Manter uma pequena porcentagem, talvez 10–15%, do patrimônio em ouro pode reduzir o risco de uma carteira e, na minha opinião, também aumentar seu retorno.”

Sobre investir em outros países para fugir dos EUA, Dalio explica que Reino Unido, União Europeia, China e Japão possuem problemas semelhantes, motivo pelo qual ouro e Bitcoin podem ter um desempenho relativamente bom no futuro.

O texto completo de Dalio, incluindo sua recomendação sobre Bitcoin, pode ser lido no tuíte abaixo.

Fonte: Ray Dalio alerta para crise da dívida dos EUA e recomenda ouro e Bitcoin como proteção

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O que a matéria explica sobre “Dalio cita ouro e Bitcoin como proteção”?
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Beatriz Cunha

Beatriz Cunha

Beatriz Cunha integra a equipe editorial do Estrato Política, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Política econômica. O escopo permanente de cobertura inclui orçamento e reformas, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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