INTERNACIONAL
Sessão do STF tem clima ruim, mensagens de celular e olhares furtivos de Moraes a Mendonça
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nem começaram a votar sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra…

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nem começaram a votar sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes e o clima já é ruim, ainda pior do que o esperado. No caldeirão, entraram novas mensagens apontando uma suposta relação de familiares de Nunes Marques e Luiz Fux com pessoas ligadas ao Master. O presidente da Corte, Edson Fachin, abriu a sessão às 10h35. Durante a leitura do relatório do caso, Moraes aparentou calma. O ministro tomou café e água, conversou com Gilmar Mendes e Dias Toffoli e fez sinalizações para que Flávio Dino olhasse o celular. Em diversos momentos, o ministro também dirigiu olhares furtivos para André Mendonça, responsável por levar o caso ao plenário ao tornar público um relatório da Polícia Federal (PF) com citações a Moraes e Vorcaro. André Mendonça está sentado em seu lugar de sempre: entre Moraes e Dino. Durante a maior parte da sessão, ele ficou de cabeça baixa, lendo documentos sobre o caso. Ele não conversou com os colegas. O momento mais tenso até agora envolveu justamente Moraes e Mendonça. Durante as discussões iniciais, Moraes afirmou que o colega “está a serviço de um grupo político que quer dar um golpe no país”. Durante as discussões iniciais, três ministros deixaram suas cadeiras momentaneamente. Foram eles Gilmar, Dino e Fux. Impedimento de Nunes Marques e bate-boca Nunes Marques aparentava ser o mais tenso durante a sessão. Ele se declarou impedido. Mais cedo, como revelou o Valor, ele disse a interlocutores que poderia se declarar impedido por causa das novas revelações envolvendo seu filho, o advogado Kevin Marques. Mensagens trocadas por Vorcaro mencionam supostos pagamentos de R$ 500 mil por mês a Kevin. Visivelmente nervoso, Nunes Marques disse que seus votos até aqui contrariam os interesses de Vorcaro, o que demonstra que ele está apto a participar de análises sobre o Master. O ministro, no entanto, se declarou impedido com o argumento de que, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não gostaria de participar de um julgamento com possível impacto nas eleições deste ano. Ele também informou que deixaria a sessão e saiu do plenário por volta das 11h20. Em outro momento de tensão, Fachin e Dino bateram boca sobre um aparte. Dino se dirigiu a Toffoli para dizer que gostaria de fazer apontamentos. Fachin, então, afirmou que era à Presidência que o colega deveria pedir a palavra. Dino discordou e Fachin chegou a levantar o tom de voz. Após o aparte de Dino, Fachin afirmou que nenhum ministro deverá falar sem aprovação do presidente nem interromper quem estiver com a palavra. “Entendo como sempre foi entendido no Tribunal, que o aparte é dirigido a quem está com a palavra”, afirmou Dino. “Eu compreendi agora a posição de vossa Excelência”, afirmou Fachin ao ler o trecho do regimento e comentar sobre a interpretação de Dino. O Supremo permitiu nesta terça, de última hora, a entrada de 30 jornalistas no plenário. A imposição à imprensa é a mesma que aos demais presentes: o celular deve ficar desligado e em um saco lacrado. Laptops também não são autorizados. Só foi liberado usar papel e caneta.
Perguntas frequentes
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