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Outubro começou: soja reagiu? Veja o que esperar dos preços no início do mês

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O mercado brasileiro de soja começou o mês de outubro com baixa movimentação e liquidez mínima. Nesta quinta-feira (1º), os preços apresentaram oscilações mistas nas principais praças, com quedas em algumas regiões e estabilidade em outras. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue afastado das negociações, enquanto os compradores reduzem os bids, mantendo o mercado travado.

Na Bolsa de Chicago, as cotações recuaram, pressionadas principalmente pela expectativa de clima favorável ao avanço da colheita nos Estados Unidos, pelo cenário internacional de aversão ao risco e pela liquidação de posições por parte dos fundos.

Ao mesmo tempo, o dólar avançou e os prêmios registraram leves altas, fatores que ajudaram a limitar uma pressão maior sobre os preços brasileiros. A combinação dos indicadores, no entanto, não foi suficiente para estimular uma retomada mais forte dos negócios.

“O produtor segue fora do mercado, enquanto o comprador vem diminuindo os bids. Com isso, os negócios permanecem lentos”, observa Silveira.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 154,50 para R$ 153,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 155,50 para R$ 154,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 150,00 para R$ 149,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 146,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 161,00 para R$ 160,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 162,50 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela previsão de clima favorável à colheita nos Estados Unidos, pelo ambiente internacional de aversão ao risco e pela liquidação de posições por parte dos fundos.

Segundo informações da Reuters, dúvidas relacionadas à demanda também pesaram sobre as cotações, diante da expectativa de esmagamentos norte-americanos menores em setembro. O número é divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) após o fechamento da bolsa.

As exportações líquidas norte-americanas de soja referentes à temporada 2026/27, com início em 1º de setembro, somaram 1,033 milhão de toneladas na semana encerrada em 24 de setembro. A China liderou as compras, com 589,4 mil toneladas. O volume ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 500 mil a 1,4 milhão de toneladas.

Apesar da demanda chinesa, o cenário internacional segue limitando uma recuperação mais consistente dos futuros. Dados recentes também apontam preocupações com o ritmo da demanda chinesa, enquanto os estoques nas unidades de esmagamento do país permanecem elevados.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,36%, a US$ 12,88 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,09 por bushel, recuo de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 3,60 por tonelada, ou 1,00%, a US$ 353,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,38 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,91 centavo, ou 1,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,2237 para venda e a R$ 5,2217 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1697 e a máxima de R$ 5,2367.

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Perguntas frequentes

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Beatriz Cunha

Beatriz Cunha

Beatriz Cunha integra a equipe editorial do Estrato Política, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Política econômica. O escopo permanente de cobertura inclui orçamento e reformas, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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